Para tratar do tempo e do mau tempo

30 jan
Nunca antes na história de Cingapura entrou uma frente fria tão duradoura quanto a do fim de semana retrasado. Se bobear, nunca entrou uma frente fria em Cingapura e ponto. Pois acontece que o tal fenômeno atípico deixou a cidade e o nosso aguardado fim de semana todinho debaixo d’água. Uma garoa insistente e e bem diferente das pancadas de chuva de meia horinha que até então tinha visto por aqui.
São Pedro teve que ouvir poucas e boas, já que esse era nosso primeiro fim de semana dedicado exclusivamente a curtir a cidade depois de termos gasto muito tempo livre na missão de achar e montar o apartamento. Nenhuma visita à Ikea, nenhuma pendência burocrática, nada, só aproveitar! E lá veio a chuva. Nada de ir ao parque andar de bicicleta, nada de solzinho matutino na piscina… Programação toda por água abaixo, literalmente.
Depois de tamanha decepção, a semana seguinte se arrastou esbanjando monotonia, como se fosse uma segunda-feira seguida de outra. Meus primeiros dias sem casa para arrumar, móvel para comprar e nenhuma novidade pra contar em casa. E um certo diabinho insistindo em soprar, bem baixinho, no meu ouvido “o que diabos você veio fazer aqui, lunática?”. Um par de noites mal dormidas e uma dúzia de consolos do namorado (lindo!) depois e vi que era hora de sair da inércia porque agora sim a vida começava em Cingapura. Quando a sexta-feira chegou, eu podia jurar de pé junto que ainda era quinta. A prova final de que eu precisava de uma coisa com urgência: rotina. Viver em clima de férias ao lado de um namorado se matando de trabalhar não era mais uma opção viável. Quem me conhece sabe que não consigo viver de bode por muito tempo. Então, coloquei as ideias em ordem e com uma lista novinha de afazeres para colocar em prática asap, terminou mais uma semana.
 A mudança de energia trouxe junto um fim de semana ensolarado, propício a uma programação digna da cidade multicultural em que vivemos. No sábado, o promissor Laneway Festival não decepcionou. Como poderia com 14 shows seguidos com o melhor do indie-rock mundial? Sem contar a organização, a pontualidade, o fácil acesso e outras cositas más que brasileiro às vezes até esquece que existe.
Para os curiosos de plantão, o line up do festival taquí ó:
Já o domingão estava reservado para um programa bem menos hypster e que merece um post todinho só pra ele com direito muitos causos e fotos. 
Quem viver, verá!
(Enquanto isso, aí vai uma palhinha do show do Gotye. Não filmei a participação da Kimbra porque tava entretida assistindo… malzaê!)
O festival começou ao meio-dia com o sol descascando no cocoruto!

O festival começou ao meio-dia com o sol descascando no cocoruto!

Só a cervexxxinha gelada salva!

Só a cervexxxinha gelada salva!

Deixando a semana ruim pra trás com muita música... e meu amor!

Deixando a semana ruim pra trás com muita música… e meu amor!

...até que sol se despede pra alegria da galera!

E sol se despede pra alegria da galera…!

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2 Respostas to “Para tratar do tempo e do mau tempo”

  1. Marcia Mendel janeiro 30, 2013 às 3:20 pm #

    Oi amiga, acho super normal essa baixa. Dá até em quem não está do outro lado do mundo. Te confesso que na primeira semana de janeiro pós reveillon, ela bateu braba em mim. Sem revisão pra fazer, desempolgada com o jornal e com o trabalho voluntário. Mas uns toques da irmã e do boyfriend fizeram com que de um dia pro outro eu tivesse uma lista tão grande de coisas pra fazer que faltou tempo e ainda está faltando, rsrs. Essa lista inclui tudo que eu tenho vontade de realizar este ano, desde leitura de livros, até mais trabalhos como autônoma. Ah, sim, e o que deu um empurrão para mandar esse desânimo pra cucuia, foram duas horas de aula particular de realismo brasileiro e português. Eu nem lembrava o que era isso, mas o prazer de ensinar e ver o resultado depois (o garoto estava em recuperação e passou) foi gratificante…E agora escrevo de um intervalo na Gol de Letra, acabei de ajudar a construir uma marchinha de Carnaval para as crianças daqui do Caju…Se esses diabinhos aparecerem de novo, não se preocupe, como a chuva, eles logo vão embora e um anjinho aparece. um beijo, amiga!

  2. cissaferreira janeiro 31, 2013 às 2:14 am #

    Meus anjinhos são vocês! Te amo, amiga!

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