A tal plantinha proibida… (E não é a que você tá pensando!)

26 fev

Vivemos todos aqui uma relação de amor e ódio com taxis. Em um dia normal, principalmente nas ruas mais tranquilas como a nossa, é fácil, fácil pegar um. E comparado com o preço das coisas por aqui, até que é transporte bem em conta. Existem pontos fixos por toda a cidade onde as pessoas aguardam, organizadamente, os taxis passarem para pegá-las. Quase sempre são carros novos ou em bom estado. Por outro lado, basta cair uma chuvinha e você pode contar mais de meia hora em um ponto esperando a sua vez. Ou então, como aconteceu conosco outro dia tentando ir ao aeroporto, pode ser a hora da transição de turnos de trabalho e aí, meu amigo, senta e chora porque táxi é a última coisa que você vai conseguir.

Mas isso são lições que nossa experiência aqui vai nos ensinando. Acho que a relação com os amarelinhos – que aqui na verdade são azuis, vermelhos ou pretos – só tende a melhorar. O maior problema de todos, para o André pelo menos, era a catinga o odor desagradável que muitos carros apresentam. Certa vez, abriu a janela tão enojado que eu realmente acreditei que ele fosse passar mal ali mesmo.

Pois o namorido jurava de pé junto que aquele cheirinho vinha do arroz que eles comiam dentro do carro, o que pra mim nunca fez muito sentido, já que eles proíbem tudo no interior do veículo (já vi adesivos proibindo soltar pum – juro!). E vamos combinar que o arrozinho da turma tem um cheirinho inofensivo, vai…

Numa noite dessas em que buscávamos as quebradas cingapurianas para nos divertir como os locais, fomos parar  sem saber em uma rua de reputação duvidosa. Ainda tentamos andar mais um pouco até que um “cardápio” de moças na porta de uma das boates foi o sinal pra darmos meia volta e caçar o primeiro taxi que passasse pela rua. E adivinhem? O tal “cheiriiiinho de limão” pairando de novo! Àquela altura, já tínhamos ouvido falar que muitos chineses levam uma plantinha misteriosa no porta malas e que talvez essa fosse a chave do mistério. Demos uma discreta vasculhada na parte traseira do táxi e – tchanam! – lá estava a bendita. Um chumaço de folhas verdes e compridas. Então, para coroar aquela noite mágica, resolvemos tirar a dúvida de vez e o diálogo com o piloto deu-se mais ou menos assim:

– Hey, my friend? – maneira que o André sempre começa as conversas com os locais, adoro! – What is this? 

– Ahnn, just bars… – ele respondeu desconfiado provavelmente se questionando se éramos ingênuos ou engraçadinhos por não saber do que se tratavam aqueles bares.

– No… I mean this plant over here?

– Oh, that’s Pandan!

– And what is that for? – o André continuou o papo, enquanto eu digitava o tal nome no celular em busca de informações complementares. E eis que o motorista manda a pérola:

– To eliminate the odor!!

Assim como o cheiro da planta o silêncio tomou conta do carro até chegarmos em casa. Nenhuma resposta era boa o suficiente.

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4 Respostas to “A tal plantinha proibida… (E não é a que você tá pensando!)”

  1. Marcia Mendel fevereiro 26, 2013 às 5:39 pm #

    Os táxis em dia de chuva não são muito diferente daqui né , amiga? Ok, os daqui não são tão baratos assim…Sobre o pum, eu não disse que tinha?! Você já viu de espirroem público? Dá uns quinhentão de multa…Traz uma plantinha dessa daí, para eliminar visitas indesejáveis em su casita quando vc voltar, hehe. Por falar em planta, os Masai lá do Quenia também “tomavam banho” espanando uma planta em cima deles, o que eu acho que só piorava aquele cheirinho gostoso natural… : S. beijão

    • cissaferreira fevereiro 27, 2013 às 6:02 am #

      Olha, amiga, não vi nada de multa ainda não, nem de espirro, nem de pum, nem de nada. Na dúvida, fico na minha sem infringir regras, espirrar, nem peidar…

  2. Marcia Mendel fevereiro 27, 2013 às 12:14 pm #

    ah tá, foi adesivo que vc viu proibindo soltar pum…li rápido e pensei que tivesse sido aviso de multa proibindo…rsrs. bjos

  3. Andre Garcia março 7, 2013 às 4:30 pm #

    Amor, vou ter que deixar meu comentário pra fazer justiça sobre seu relato.
    O cheiro desta planta é INSUPORTÁVEL! É inacreditável, surreal, louco, sem sentido, no fundo uma grande diferença cultural como disse minha irmã, que eles usem isso pra… tirar outros cheiros!!! e é um cheiro muito especifico e inconfundível que pra alguns é considerado “neutro”…

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