Arquivo | março, 2013

Pelo sim, pelo não: observações sobre um tema importante!

28 mar

Estava querendo postar sobre esse assunto há um tempo, mas isso é papo para meninas! Se tiver algum rapaz por aqui agora, eis um conselho: pule já para o próximo texto.

Com os meninos fora da sala, podemos seguir com a conversa de mulézinha sobre… DEPILAÇÃO!

Uma das primeiras perguntas que eu fiz assim que conheci algumas brasileiras aqui em Cinga foi “onde diabos você depila, peloamordedeus?!”. Eu estava longe de imaginar que iria encontrar por aqui uma opção tão melhor do que nos salões brasileiros.

Mas, em um lugar onde brazilian wax significa voltar à aparência de seus dez anos, era de bom tom colher um ou outro conselho antes de abrir as pernas no primeiro salão que aparecesse. E foi assim que eu descobri a Strip, clínica de nome sugestivo que tem um orangotango como garoto propaganda. Pois é, olhem só o site!

Já tendo pre marcado meu horário através de uma central telefônica (sim, há uma central), fui recepcionada em um quarto enorme e cuidadosamente decorado bem diferente das “baias” apertadas que eu frequentava nas filiais do Pelo Menos no Rio. Para deitar, no lugar daquela maca de médico com papel pardo, uma maca de massagem acolchoada coberta por toalhas impecavelmente brancas. A esteticista se retirou e eu aguardei ela voltar com o clássico panelão de cera quente. Ledo engano. As ceras já estavam no meu quarto em pequenas latinhas coloridas aquecidas numa espécie de marmitex. Ou seja, sem o ir e vir do fogão da cozinha lá atrás.

Na hora da verdade, mais surpresas agradáveis. Nada daquela cera escaldante que demora longuíssimos segundos para esfriar na sua pele (alguém mais aí já saiu queimada da depilação?). A do Strip é levemente morna, não precisa endurecer muito para ser retirada e ainda por cima tem cor, cheio e aposto que até gosto de chocolate. Parecia que a menina estava passando Nutella na minha… bem… deixa pra lá! O fato é que a depilação foi feita de uma forma bem mais higiênica, rápida, profissional e menos dolorida. Sem contar que aquela história de sair do salão toda suja de talco, gel e resto de cera (pra uma segunda etapa de depilação na hora de ir ao banheiro) ficou em um passado distante… PELO MENOS eu ainda tenho muitos meses para curtir essa maravilha antes de voltar a minha dolorida realidade no Brasil!

E quem diria que eu ainda ia usar “curtir” e “maravilha” em um texto sobre depilação!

 

 

 

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Marina Barrage: check!

14 mar

Em um domingão qualquer desses o sol saiu com tudo, céu limpo e sem nuvem. Coisa rara nessa época de chuva em que a gente ainda está. Resolvemos dar um tempo nos programas turísticos e fomos curtir o fim de tarde em um ponto muito apreciado pelos locais, o Marina Barrage.

O lugar é exatamente o que o nome diz: a barragem do rio. Mas, como tudo por aqui, ganhou um toque especial com uma arquitetura moderna, chafarizes, jardim impecável. O ponto exatamente acima da represa abriga uma longa ciclovia que liga as duas margens e de quebra oferece uma vista belíssima da cidade. Por essas e outras, o canto da cidade que poderia ser completamente desinteressante se transformou em um ponto de encontro de famílias e amigos. Limpo, seguro e bonito como deveriam ser os nossos parques no Brasil…

Como eu prometi, aí vão umas fotinhos! E pra quem continuar curioso, esse link tem mais informações.

A vista deslumbrante da ciclovia!

A ciclovia passa por cima do rio e a cidade inteirinha se mostra!

O pátio fica embaixo...

O pátio fica embaixo…

...e o jardim fica em cima!

…e o jardim fica em cima!

Sentosa Island – check!

13 mar

Nós dois aqui abraçamos a missão de todo fim de semana visitar pelos menos um lugar da cidade ainda desconhecido para nós. Tem funcionado até agora e já marcamos “check” em várias atrações e pontos turísticos da nossa vasta lista. Essa lista também inclui cidades facilmente acessíveis daqui que podemos visitar em pequenas viagens de fim de semana. Infelizmente, com o horário apertado de trabalho do André essa lista anda meio parada, mas nossos planos continuam e dias melhores virão!

Como sempre fico devendo fotos e todo mundo continua pedindo, resolvi estrear a primeira sessão fixa aqui do blog. A cada novo lugar que ganhar um “check” na nossa lista, garante também um “check” no blog com pelo menos uma foto. Assim vocês acompanham a nossa evolução como profundos conhecedores da cidade e futuros guias para nossos hóspedes!

Comecemos com… SENTOSA ISLAND – CHECK!

A caminho de Sentosa Island

A caminho de Sentosa Island

Quinze minutinhos de caminhada nos separa da ilha.

Quinze minutinhos de caminhada nos separam da ilha.

E com vocês, a praia de Sentosa!

E com vocês, a praia de Sentosa!

Isso é que é praia democrática: do biquini à calça jeans.

Isso é que é praia democrática: do biquini à calça jeans.

"deita ali pra eu tirar uma foto sua no chão!" E ele foi... <3

“Deita ali pra eu tirar uma foto sua no chão!” E ele foi… ❤

Todo mundo tem seu momento turista...

Todo mundo tem seu momento turista…

Roendo as unhas!

12 mar

Num desses loucos carnavais da vida levei um pisão no dedão do pé que me deixou com uma unha pra sempre problemática. Às vezes parecia que estava quase curada, às vezes parecia que estava dizendo adeus pois ia cair de vez. Essa semana, comentei que ela parecia melhor e que eu iria até mesmo arriscar uma ida à pedicure, coisa que não fiz desde que cheguei por temer alguma “barbeiragem” (isso mesmo, há três meses não faço a unha, cruzes!). Tamanho foi meu engano! A maldita unha não só não estava melhorando, como acordei na madrugada de sábado com uma dor lancinante no dedão. Acabava de ganhar a minha primeira unha encravada. Eba.

Mais do que a dor em si, a ideia de ter que deixar meu lindo dedão nas mãos de um chinês desconhecido me tirou o sono. Quando, enfim, adormeci, tive pesadelos com meu pé se transformando numa bola vermelha e cheia de pus. Esse é o problema de ser uma recém chegada em uma cidade no exterior: uma espinha, uma unha, uma dor de dente, tudo vira um drama. Qual médico procurar? Existe clínica aqui perto? Como funciona o plano de saúde? Não sei. Não sei. Não sei.

Nem preciso dizer que a novela acabou com o meu domingo, pois além de não conseguir pisar direito, ainda precisava decidir a estratégia de combate. Consegui uma indicação de pedicure – “a preferida das brasileiras em Cingapura” – mas achei que a situação pedia um profissional mais preparado. Segundo o google, nada de podólogos por aqui (fiz as pazes com ele, lembram?). Mas ele indicou uma clínica especializada em medicina esportiva que além de joelho, coluna, pé, calos, etc, tratava também de unha encravada. A foto na página oficial mostrava um chinês engomadinho com cara de empresário e não de médico, mas o site era muito bom e, na falta de um argumento melhor, escolhi o próprio.

Segunda-feira de manhã cedo cheguei ao consultório – maridão ali do lado, sempre – e fui atendida pelo próprio Dr. Yip, o tal chinês da foto que não só era médico mesmo, como era o único da clínica. Clínica?!

Ele deu aquela olhada e antes que eu pudesse perguntar “é grave, doutor?”, fez cara de que a coisa tava feia. Eu, sinceramente, achava que já tinha melhorando bastante desde a noite de sábado, mas o que poderia saber sobre unhas encravadas àquela altura, né…

Dr Yip prontamente abriu um power point com fotos nojentas de unhas em estados terrivelmente piores que o meu e disse sem meias palavras que eu precisava operar e tirar um pedaço da unha. And by surgery you mean…? E tome mais power point com todo o processo da operação excessivamente ilustrado pro meu gosto.

Deixei o consultório com um antibiótico na mão e uma promessa de “a gente se fala aí sobre a tal operação”. Mas na na verdade já estava pensando em aderir a uma medicina alternativa também conhecida como jeitinho brasileiro, afinal estamos falando de unha encravada. Curá-la deve ser mais fácil do que trazer a pessoa amada em três dias…

O fuso me permitiu pedir colo pra mamãe, que por sua vez já me deu dicas mais alegres do que entrar na faca. E ainda tive a sorte de encontrar no skype a amiga Carol, que não só já havia sofrido desse mal como seu pai médico havia receitado bacia de água quente com sal e vinagre quatro vezes ao dia. Abracei a terapia do tio Chico, comecei a tomar o antibiótico do Dr Yip e fiquei com o melhor dos dois mundos. Quando o doutor me ligou pra saber da cirurgia, avisei que estava dando preferência a uma alternativa less invasive por enquanto. Mas achei simpático da parte dele me ligar pra informar que a cirurgia custaria 4 mil dólares – “mas o plano cobre tudo”.

Se o tratamento com água quente vinagre e sal vai retroceder a inflamação, conto pra vocês depois. Por via das dúvidas, vou trocar o sal por sal grosso e incluir uma sessão de descarrego no processo.

Vou lá perguntar pro google como se fala arruda em inglês e volto com mais (boas, eu espero) notícias!

 

 

Ei, quer ser meu amigo?

8 mar

Não há ninguém que nunca tenha me perguntado, ao longo desses quase três meses, se eu já fiz amigos por aqui. Acho uma curiosidade – ou seria uma preocupação? – bastante razoável. Quem me conhece sabe como eu aprecio um bom papo e uma companhia pra cervejinha no fim do dia. Tampouco perco a chance de organizar um petit comitè em casa ou inventar um motivo qualquer pra tirar os amigos de casa.

Pois podem tratar de relaxar, que euzinha aqui já descolei um super companheiro em Cingapura. Era um conhecido de longa data que eu tive a sorte de reencontrar por aqui. Já me deu dicas ótimas do que fazer pela cidade, desde opções de lazer até onde buscar aquelas coisas chatinhas pra casa que a gente nunca lembra que existe até precisar delas. Ele é incrível, um amigão.

Outro dia, me peguei pedindo ajuda para terminar a tarefa do curso de mandarim, que já tinha tomado quase uma hora do meu dia. E não é que ele sabia a resposta? Que surpresa agradável. Que delícia ter um amigo assim!

Ele também foi uma mão na roda há algumas semanas quando eu estava às voltas com o jantar. A geladeira cheia de legumes e verduras fresquinhas, e eu nada de pensar em um único cardápio que fizesse sentido. Adivinhem? Foi só ele ver aquilo tudo junto e… pimba! Várias opções de receitas deliciosas! Além de falar mandarim, ele também cozinha! Um sonho!

As amigas já estão morrendo de inveja, né? Mas calma que tem mais! Ele também entende de medicina. Cai do skate e machuquei o ombro – isso é papo pra outro dia – e ele me passou um antiinflamatório que foi tiro e queda. Mas quando o remédio pra cólica acabou e precisei dele pra me ajudar a pedir dipirona na farmácia, ele não estava lá. Foi então que eu percebi como havia me tornado dependente dele…

Mas que culpa tenho eu? Sozinha aqui do outro lado do mundo, preciso de um amigo próximo que possa me ajudar. O fuso horário não me permite ligar pro Brasil toda vez que eu preciso de um ombro amigo… Na verdade, a culpa é dele que me deixou mal acostumada. Qual a cotação do dolar? Qual o nome daquela música que não sai da minha cabeça? Quantas horas de voo daqui até Ho Chi Mihn? Como resolver o problema da televisão que tá dando pau? Qual ônibus eu pego pra ir pra Yoga? Aliás, onde tem Yoga?

Eu bem que tentei me afastar um pouco. Fiquei distante, procurei menos. Ele pareceu nem ligar, mas eu sinto muito a falta dele. Aí, hoje de manhã, lembrei que precisava urgentemente descobrir um jeito de tirar as manchas do piso da cozinha e resolvi fazer as pazes.

Diz aí, Google, é água sanitária ou o quê?