Arquivo | abril, 2013

Cissa.em.cinga no Thaipusam

27 abr

Umas das coisa mais incríveis que eu já tive o prazer de presenciar nesses mais de quatro meses de Ásia foi a comemoração do Thaipusam. Não vou me aprofundar no assunto, pois já contei como foi – em detalhes – nesse post aqui. Então, voltem lá para relembrar que vale a pena. Não porque fui eu quem escreveu, mas porque vale a pena entender um pouco desse festival tão especial para os hindus.

Isso foi em janeiro desse ano e lá se vão tantos meses. Mas o vídeo finalmente saiu. Foram meses conturbados, então me dêem um descontinho, vai…

Ano que vem, pretendemos acompanhar o Thaipusam em Batu Caves, na Malásia, onde ocorre o maior festival do mundo. A ver…

Cissa.em.cinga, finalmente!

25 abr

Ei, hoje é dia de vídeo!

Sei que vai ter gente feliz aí do outro lado… Eita, povo exigente, viu? Foi só eu postar os outros seguidinhos que ficou todo mundo mal acostumado!

Aviso logo que esse é curtiiiiiiiinho, curtinho, mas muito especial, pois mostra finalmente um pouco de Cingapura pra vocês! E ainda melhor, mostra justamente um pedaço da cidade que a gente adora!

Descendo o rio, um cadinho depois de onde a gente fincou a nossa bandeira e chamou de lar, passamos pelos mais famosos cartões postais da cidade. É uma antiga área comercial à margem do rio que foi revitalizada ao longo dos anos 80 e 90 e se transformou de tal maneira que hoje exibe um skyline impressionante, recortado pelos arranha-céus do centro financeiro, o famoso hotel Marina Bay Sands, as estufas e árvores gigantes do Gardens by the Bay e ele, o Merlion, símbolo da cidade, metade leão, metade peixe. Contrastando com o visual futurista, autênticas shophouses do século 19 abrigam os bares do Boat Quay e um dos happy hours mais animados de Cingapura.

Mas o melhor de tudo isso é que é uma área planejada para ser espaçosa, ampla e verde (por incrível que pareça) e que da passagem para uma brisa gostosa que eu aposto que só tem lá.

Então, vamos dar um rolé? É só dar play!

(Ah, e antes que vocês digam “ei, que barra lateral preta é essa aí no vídeo?”, eu já digo logo “barra lateral? Não tô vendo na-da. Estão todos loucos.”)

Senta que lá vem a chuva!

22 abr

Pequeno país, mega construções. Shoppings, prédios comerciais, estádios, árvores artificiais, estufas, hotéis. Tudo em enormes proporções. Na falta de espaço “para os lados” o jeito é crescer “pro alto”. Até aí, tudo ótimo. Temos aqui um skyline de tirar o fôlego, shoppings para abrigar a multidão de consumidores e cartões postais inesquecíveis. O problema começa quando o clima embarca nessa onda megalomaníaca.
Já me acostumei com as tempestades que começam quase sem aviso e com o céu escuro no meio da tarde. Mas os thunderstorms… Nunca estou preparada para eles. Os relâmpagos cortam o céu tão definidos que hipnotizam e os trovões que os seguem estalam no fundo do cérebro, mesmo se você já estiver preparada para ouvi-los. Muitas vezes o showzinho sequer precisa de nuvens pesadas, acontece com o dia claro e limpo. São os mais assustadores…

É que Cingapura, com a sua mania de grandeza, possui uma das maiores incidências de raios no mundo devido ao clima quente e úmido o ano todo. Segundo minhas pesquisas, são em média 171 dias de thunderstorm por ano, que tendem a ocorrer entre 14h e 18h. Realmente é o período em que você pode seriamente ser pego desprevenido andando na rua sem guarda-chuva, mas já fui acordada às 5 da matina por trovões assustadores. Mais de uma vez. Por essas e outras, não é difícil encontrar em parques e praias placas alertando sobre o perigo de raios. Piscinas públicas e outras áreas a céu aberto pode até fechar temporariamente. O assunto aqui é coisa séria.

Isso tudo para explicar a foto abaixo tirada da varanda de casa na sexta-feira, enquanto eu decidia se saía para um passeio em Chinatown ou me mantinha sequinha em casa. O pé d’água caiu  2 minutos depois da foto e acabou com a minha dúvida. E com o meu passeio. Hunf.

Dois minutos antes de cair o mundo!

Dois minutos antes de cair o mundo!

Quem nunca?

19 abr

 

Hoje vou fazer uma confissão: eu falo sozinha. E não é um hábito adquirido nesses tempos saudosos dos amigos e de longas tardes de trabalho em casa, não. Eu falo sozinha desde que eu me conheço por gente.

Acho que a coisa ficou séria quando saí de casa e perdi de vez as chances de esbarrar com uma platéia inesperada. Sozinha de verdade, lá se foi qualquer resquício de constrangimento. Quando os gatos vieram morar comigo a conversa só aumentou, mas aí eu já não estava tecnicamente falando sozinha. Eram dois ouvintes atentos e como adoravam um papo! Os olhinhos, sempre interessados mesmo depois que eu comecei a inventar músicas pra eles. Quando o André chegou pra viver conosco não pode fazer nada além fingir naturalidade toda vez que escutava o papo rolando no cômodo ao lado.

Agora aqui em Cingapura, sem a companhia dos meus amados felpudos, não demorei a encontrar novos interlocutores. A samambaia da sala que anda moribunda, aquela manchinha no piso do banheiro que não sai por nada, o controle remoto que insiste em se esconder atrás das almofadas e até o arroz que estragou na geladeira. Já com o computador a relação é mais intensa, tendo rolado “DR”s, gritarias e palavrões. Outro dia me flagrei conversando com uma garrafa de vinho, cujo lacre não abria por nada. Mas aí achei que podia pegar mal, porque falar com garrafa já parece coisa de bêbado.

Escrevo sobre isso apenas porque essa semana comentei sobre esse meu hábito a um amigo, que me chamou de maluca. Não entendi. Quem nunca? Eu sempre…

 

Essa eu mesma poderia ter feito se soubesse desenhar ou criar tirinhas sarcásticas.

Sério! Quem nun-ca?

100 dias sem ela (and counting…)!

18 abr

Quando a vida deu essa reviravolta louca, me afastou de casa, mas me aproximou de um desejo antigo e distante, quase inatingível: o home office.

Ahhhhhh… o home office. Trabalhar de casa (de pijama, claro!), administrar seu próprio tempo, não enfrentar o trânsito caótico de cada dia, não olhar pra cara daquele colega de trabalho que você não suporta ou, ainda melhor, do chefe. Um sonho, não é? Em tese, sim.

Demorei ainda um tempo pra sentir o gostinho do tal home office, até porque antes de ter um office eu precisava primeiro encontrar uma home. Assim, o primeiro mês de trabalho se deu em um frio quarto de hotel. Leia-se: tédio, tédio, tédio. Mas finalmente encontrado o nosso lar, doce lar, a vida profissional virou uma festa! Era como um escritório itinerante: da sala pra varanda, da varanda pra piscina, da piscina pro café da esquina. Como eu disse, em tese é tudo muito lindo.

Com o passar das semanas eu comecei a sacar a ineficiência do meu escritório. Percebi que um bom banho e uma bela xícara de café eram essenciais para um rendimento satisfatório pela manhã e bani de vez o pijama durante o expediente. Também tive que desativar algumas filiais como, por exemplo, a varanda. O cenário inspirador da cidade se espalhando lá embaixo era bom para os olhos, mas péssimo para a concentração. É impressionante como num ambiente externo você se caraaaamba, isso é um passarinho? Nossa, como ele voa alto, estamos no décimo sexto andar! Ops!

E foi assim que a mesa de jantar virou a minha maior aliada enquanto não encontro a escrivaninha perfeita. O sonho de trabalhar jogada no sofá é uma ilusão, acreditem. Aliás, o maldito é meu maior inimigo que só sabe induzir a um cochilo ou dar um torcicolo depois de uma tarde de trabalho. E quando a sala de casa começa a me engolir, me refugio em algum café aqui do bairro. São sempre os mesmíssimos lugares que eu revezo mais para os garçons não enjoarem da minha cara do que por vontade de variar.

A piscina foi aposentada depois de algumas poucas tentativas. Sol e computador não combinam, como eu já deveria imaginar, e ficar correndo atrás de sombra enche a paciência de qualquer um que esteja querendo se concentrar. E o lugar voltou a ser apenas um bom canto para pegar um sol, ler um livro, dar uma nadada. E só.

Mas nem tudo está perdido, pessoal!

Entendido que trabalhar de casa também precisa de rotina e organização, o tal home office pode ser, sim, um sonho! Liberdade, liberdade! E uma vida extremamente simples, como eu sempre quis.

Onde quer que eu vá, vou à pé, nem que para isso eu tenha que sair de casa com grande antecedência. Afinal, agora sou dona do meu tempo. Fujo das ruas barulhentas, escolho os caminhos tranquilos e arborizados. Também sou dona do meu espaço, e não das linhas de ônibus.

Roupa? Passo o dia de short e camiseta e os pés dificilmente vêem algo além de chinelos. Nem vou mencionar salto alto, pois sequer trouxe um na mala. Meu guarda-roupa aqui se espalha com folga em um armário de duas portas e uma única gaveta. Nunca mais usei calça. Outro dia fiz as contas: 100 dias sem ela. 100 dias. Parece besteira, mas pra mim é alegria extrema.

100 dias sem calça é muito mais do que apenas 100 dias sem calça.

Tinha grandes expectativas com a filial da varanda. Linda, quente e cheia de distrações... =/

Tinha grandes expectativas com a filial da varanda. Linda, quente e cheia de distrações… =/

cissa.em.kohlipe

12 abr

Há pouco mais de dois anos eu planejava minha primeira viagem à Ásia. Tinha tara em conhecer a Malásia e um namorado para encontrar em Cingapura. Fora esses dois destinos certos o resto do roteiro era uma página em branco. Passei um mês de dezembro delicioso pesquisando e planejando as férias dos meus sonhos.

Foi quando eu li as histórias de um certo “paraíso escondido” chamado Koh Lipe. Era difícil de acreditar que o turismo em massa ainda não tivesse chegado a essa pequena ilha ao sul da Tailândia. Não muito longe da costa e de fácil acesso, não poderia ser um segredo assim tão bem guardado. Mas me encantei pelas fotos e pelos poucos relatos que li sobre o lugar e assim ele ganhou um espacinho no nosso roteiro.

Como eu imaginava o tal paraíso já tinha caído no gosto dos europeus e a ilha estava longe de ser um segredo guardado a sete chaves. Mas nem de perto se comparava a Phuket ou Phi Phi, essas sim engolidas pelo turismo. Koh Lipe podia não estar mais escondida, mas era mesmo o paraíso. Uma ilhotinha com apenas três praias, sem carros nem asfalto. A rua principal, de terra, dava acesso ao interior da ilha e abrigava alguns restaurantes simples. Na beira do mar, apenas um ou outro barzinho para a turistada apreciar o por do sol e uma Singha bem gelada. Mas o mais incrível de tudo era a cor e a textura da areia. Tão branca, tão fininha que parecia leite em pó. Um montão de leite em pó indo de encontro ao mar azul turquesa. É… estávamos no paraíso.

Fomos embora a contragosto acreditando que a despedida era pra sempre. Mas lá foi a nossa vida dar uma reviravolta daquelas e nos mandar pro outro lado do mundo de novo. Mesmo com uma lista enooorme de novos destinos de viagem, não esquecemos nossa linda Koh Lipe e na primeira oportunidade nos mandamos de volta pra lá.

Um vôo, uma lancha, um longtail boat e duas imigrações depois (nosso vôo era para a Malásia), chegamos! Mas assim que pulei do barco, o choque. Lá se foi a areia leite em pó. Um péssimo prenúncio das muitas mudanças que a ilha sofreu ao longo dos últimos dois anos. Na beira do mar, os bangalôs de um resort chique tomavam o espaço da areia. Mais pra frente, outro resort, e outro, e mais outro. A rua de terra foi asfaltada e invadida pelas motos. Atrás de cada casinha e cada restaurante, lixo.

O coração ficou apertado de saudade do nosso pequeno paraíso, agora sim escondidinho na nossa memória. Por sorte ficamos hospedados em um canto da Sunrise Beach que ainda guardava a antiga tranquilidade da ilha. A verdade é que o lugar ainda encanta, e muito. O por do sol não mudou nada, o mar continua quentinho e a Singha, gelada.  Os peixes coloridos não foram embora e o fried rice ficou ainda mais gostoso. Os tailandeses, a mesma simpatia de sempre. E o precinho, sem comentários!

Agora saio à procura da minha areia de leite em pó. Quando descobrir onde ela foi parar conto pra vocês. Ou não. Talvez seja melhor guardar segredo…

cissa.em.padang – parte II

9 abr

Aos céticos de plantão, aí vai o segundo vídeo em menos de 24h! Há!

Mas não se acostumem muito, não, pois os próximos ainda vão demorar um cadinho. Mas prometo que valerá a pena esperar: teremos os devotos flagelados da procissão hindú do Thaipusam e uma chinatown fervilhando às vésperas do Ano Novo Chinês. Mas não hoje. E nem amanhã. Com muita sorte semana que vem! Mas prometo novos textos enquanto os vídeos não ficam prontos…

Agora deixo vocês com mais um pouquinho de mim – do outro lado do mundo. Um videozinho da nossa estadia no lago Maninjau durante a viagem a Padang, na Indonesia. Se você leu e já esqueceu, aqui tá o post!

Ah, aquela coisa: fase de teste, bla bla bla…

cissa.em.padang

8 abr

Pronto!

Demorei, demorei e aí demorei mais um pouco. E então, finalmente, hoje posto o primeiro vídeo do blog. Vamos fingir que foi tudo planejado para esse post entrar especialmente hoje em homenagem ao nosso aniversário de quatro meses de Cingapura! Combinado?

Tenho muitas desculpas para dar pela demora, a começar pela Revolução das Máquinas que ocorreu aqui em casa. Câmeras, computador, celular e televisão, todos dando pau ao mesmo tempo. Experimente isso na sua casa e estará a um passo da loucura, meu amigo! Acredite! Eu estava lá e não foi bonito, não.

Superado o trauma, aí está o fruto das primeiras brincadeiras. Ainda é humilde, curtinho e em fase experimental. Força no “experimental”, viu?! E no “humilde”. E no “curtinho” também, afinal o vídeo tem só dois minutinhos! Mas foi feito de coração para resumir um pouquinho de mim – aqui do outro lado do mundo – quando estive em Padang em pleno carnaval. (Não lembra? Pode reler aqui!).

Já aviso logo que o vídeo tem continuação! E que, se as máquinas colaborarem, não vai demorar mais quatro meses pra aparecer…

(ps: como não amar o tiozinho que passa dançando pela feira?!)