Yes! Nós temos melancia… quadrada!

20 ago

Amigos, o tempo anda curto por aqui por vários motivos! E como não quero deixar vocês na mão,  vou tentar manter o blog atualizado nem que seja com algumas fotos e pequenos causos! A de hoje eu tirei durante umas comprinhas em um supermercado japonês que tem aqui perto de casa. É o tipo da coisa que só se vê por aqui…

E se vocês pensam que eu estou falando do formato da melancia, estão muito enganados! Olhem mais atentamente e reparem no precinho da iguaria…

Alguém se habilita a fazer uma encomenda?!

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Feijoada (quase) completa!

7 ago

Não sou daquelas que viram um monstro fora de controle quando está na TPM. Não tenho vontade de matar ninguém e muito menos de me entupir de brigadeiro ou estrogonof, ou dos dois ao mesmo tempo. Raramente perco meus cabelos  ou faço o namorado perder os dele por conta da temida TPM. Eu disse raramente.

Esse mês tive uma dessas, tenebrosa! Mas antes de atacar meu humor a danada atacou meu estômago. E depois de oito meses na Ásia e longe da comidinha brasileira, adivinhem só o que esse estômago genioso e dominado pelos hormônios começou a exigir?

Patanisca do Pavão Azul! Não, pastel de palmito do Bar Urca! Não, caldinho de feijão do Belmonte! Ou feijoada em Santa Teresa? Já sei, pão na chapa da padaria da General Glicério! Não, bacalhau no Centro! Queijo minas na Rio Lisboa! Caldo de cana da feira! Arroz integral do Gohan!!! A situação era tão grave que mesmo a quase vegetariana que vos fala seria capaz de comer um salsichão com farofa se por milagre aparecesse um por essas bandas!

Passei o dia falando em comida, fui dormir pensando em comida e acordei depois de sonhar com comida. Não consegui encontrar nada que matasse a minha vontade de comida “de casa” e fui obrigada e me contentar com um peixinho sem graça no restaurante da esquina e um belo mojito (que eu tomei porque o namorado falou que “ia me fazer bem”).

A influência dos hormônios demoníacos diminuiu (ela nunca vai embora totalmente, né?) e eu sobrevivi a mais uma semana de dumpling soups, sashimis, hot pots, cogumelos e um tanto de vegetais orientais que sequer têm nome em português. Eu adoro tudo isso, veja bem, mas, como eu disse, lá se vão oito meses e a saudade é grande com ou sem TPM.

Para a minha alegria no fim de semana seguinte fui presenteada com uma “feijoada vegetariana” que o André pacientemente preparou para mim. Digo “feijoada” porque mesmo depois de uns bons 40 minutos no supermercado não conseguimos todos os ingredientes que uma verdadeira feijoada brasileira pede. Mas como era uma versão vegetariana já estávamos preparados para algumas concessões e soluções criativas.

O supermercado aqui perto de casa é japonês, então fomos de feijão azuki mesmo e nos demos por satisfeitos. Também conseguimos achar ali o delicioso arroz integral short grain que tanto procurávamos! Já couve, nem pensar. Substituímos por dois tipos de folhas que tinham cara de couve, mas que nem com a ajuda do google descobrimos o que eram. O jeito foi torcer para que na manteiga com bastante alho também ficassem com gosto de couve. Aí chegou a vez da farofa… Ah, a farofa… Fiquei na vontade. Nada aqui foi capaz de substituir a minha amada e saudosa farofa!  Substituir a carne foi moleza já que é um elemento que eu sempre quero ver bem longe da minha cozinha. Tofu, abóbora, cenoura e bardana! Muito melhor do que orelha de porquinho…

Enquanto o André pilotava o fogão na missão hercúlea de criar uma feijoada com essa mistura de ingredientes estranhos, eu cuidava da caipirinha. Fácil, fácil, porque o que não falta aqui em casa é cachaça brasileira! E depois de um dia entre supermercado e cozinha, voilà!, nascia uma versão oriental-veggie de feijoada!

Como não poderia deixar de ser, fomos com toda a sede do mundo ao pote e devoramos dois pratos de “feijoada” cada um, o que fez com que dedicássemos o resto do nosso sábado ao conforto do sofá e do ar condicionado. Estômago cheio, satisfeito e hormônios definitivamente acalmados.

Feijoada improvisada, caipirinha autêntica!

Feijoada improvisada, caipirinha autêntica!

Banquete! Só faltou a farofa!

Banquete! Só faltou a farofa!

E no domingo, de volta à dumplig soup!

Dumpling soup é o meu prato favorito em Cingapura e uma maravilha da culinária chinesa!

Dumpling soup é o meu prato favorito em Cingapura e uma maravilha da culinária chinesa!

O tempo passa e os nossos passatempos

31 jul

Fim de semana vem, fim de semana vai e aos poucos os programas turísticos e as novidades vão ficando escassos. E quem vem lá? A rotina! Sim, ela também chega aqui do outro lado do mundo! E não é pra menos, em poucos dias completamos nosso oitavo mês longe do Brasil.

O lado bom disso é que agora nós podemos ter o gostinho de vida normal e junto com ela vem um monte de coisa gostosa que curtimos fazer juntos. Como contei no outro post, finalmente tivemos tempo de esticar nosso slack line no East Coast Park. Também já demos umas boas voltas de bicicleta pela cidade e muitas outras de skate, nosso mais novo hobby. Como moramos na beirinha do rio, fica fácil seguir seu curso e chegar lá na Marina Bay, um dos lugares mais bonitos daqui, principalmente no por do sol.

A tal rotina também nos permite agora curtir nossa casa sem a culpa do “tem tanto pra conhecer lá fora e eu aqui dentro”. Com o passar das semanas, corremos atrás de botar nossos filmes em dia (já tivemos exibição de desde o excelente documentário Searching for Sugarmen até o super-bocó Se Beber Não Case 2). E nada de cinema, aqui é sofá da sala e colo do namorado. Também nada de pipoca, aqui só dá brigadeiro direto da panela.

Nossa rotina também inclui um dos programas preferidos dos cingapurianos: comer, comer, comer! Mas sobre isso eu falo no próximo post! Por enquanto, deixo vocês com um vídeo curtinho e improvisado que fiz mais pra testar minhas novas bugigangas asiáticas do que pra mostrar a cidade. Mas vocês vão ver como dois skates de plástico da lojinha de conveniência, uma GoPro e um tripé fazem uma tarde de domingo ser tão divertida!

Ah, como tem muita gente tem me perguntado sobre as trilhas dos vídeos, vou passar a dizer sempre qual é a música (silvioooooo) pra quem gostar poder ouvir em casa! O vídeo (dá pra chamar isso de vídeo, gente?!) de hoje é embalado por Alabama Shakes – Hang Loose! Recomendo baixar, digo comprar, o CD que é todo muito bom! Divirtam-se!

Próximo destino!

29 jul

Vocês aí no Rio andaram esfregando na minha cara um friozinho daqueles de dormir de meia e um feriadão prolongado dignos de dar muita inveja.  Frio por aqui eu até consigo se caprichar muito no ar condicionado, já o Papa duvido que tenha planos de vir pra Cingapura.

Mas calma lá, que podemos não ter o Papa, mas temos um feriado muçulmano vindo aí. E melhor, coladinho com o National Day e garantindo um feriadão de quatro dias consecutivos. Agora, adivinha quem parou de invejar a folga alheia e tratou de programar uma viagem bem porreta pela Ásia?

O calendário de feriados nacionais daqui inclui as festividades mais importantes das religiões majoritárias de Cingapura. Assim, temos feriados budistas, muçulmanos, hindús e cristãos. Pode parecer muita coisa mas, acreditem, aqui temos menos feriados do que no Brasil.

 O que vem por aí é o Hari Raya Puasa, uma celebração mundial na qual os Muçulmanos comemoram o fim do Ramadan. Já no National Day os cingapurianos comemoram do Dia da Independência da Malásia, em 9 de agosto de 1965, com direito a bandeiras enfeitando a cidade, desfile das forças armadas, exibição de caças no céu e show de fogos à noite.

Há algumas semanas acompanho o treinamento ensurdecedor dos caças, o ensaio dos helicópteros levando a bandeira nacional e o teste de fogos de artifício, mas na noite da grande festa estaremos bem longe daqui, em Hong Kong!  Nossa primeira viagem à China será esquema café com leite: quatro dias entre HK e Macau. Outros destinos mais “china-de-verdade” terão que esperar férias um cadinho mais longas.

Já recebi algumas dicas interessantes de amigos, desde alfaiates em HK a restaurante português em Macau. Mais alguém com dicas diferentes do que fazer por lá? Ou querem encomendar algum registro em especial? Escrevam! Seu desejo é uma ordem!

再见

(Curso de mandarim tem que servir pra algo, né? Google translate ajuda vocês nessa!)

 

cissa.em.cima do slack

9 jul

Poucas semanas antes de empacotar tudo e me mandar pro outro lado do mundo, minha amiga Carol, sempre um exemplo no assunto esporte e saúde, me convidou a fazer aulas de slack line com ela no aterro do Flamengo.  Tomei gosto pela coisa e consegui ter algumas horinhas de paz e equilíbrio no meio da confusão que estava a minha vida naqueles dias. Foram poucas as aulas e pouquíssima as manobras de fato aprendidas, mas se não me transformou em nenhuma malabarista serviu para o namorado se animar em comprar a nossa própria fita e trazê-la conosco pra Cingapura.

Os meses passaram e ela ficou lá, quase esquecida, no canto do nosso bomb shelter (que na falta de bombas virou o quarto da bagunça mesmo). Quase, mas não totalmente. A ideia de desenrolá-la por aqui sempre esteve presente, mas em um lugar cheio de regras e proibições batia um certo medo de sair amarrando nosso slack em qualquer árvore.

Em uma ida ao East Coast Park para andar de skate nos deparamos não com uma, mas duas slacks presas às árvores sem nenhum problema. Pronto!, acabaram-se as desculpas e pudemos, enfim, voltar a praticar. Estamos bastante enferrujados e o video a seguir, cheio de firulas de edição pra disfarçar, é a prova de que manobras e piruetas vão ficar pra depois! Mas vale o registro divertido do nosso dia tão lúdico, até que a chuva, sempre ela, nos fez recolher tudo e voltar pra casa…

cissa.em.little india

2 jul

Apesar da eficiência e da ordem cairem muitíssimo bem na minha rotina por aqui (jamais vou reclamar disso…), é ótimo saber que a poucas estações de metrô – ou a uma bela caminhada para os dias de maior disposição – se encontram pequenos redutos de autenticidade e tradição capaz de quebrar qualquer possível monotonia das áreas, digamos, mais modernizadas.

O vídeo de hoje traz justamente um desses lugares: a Little India. Como o nome mesmo sugere esse é o bairro que reúne a comunidade tamil, terceiro maior grupo étnico de Cingapura. Apesar de hoje em dia eles viverem espalhados pela cidade, o comércio e os principais templos seguem concentrados nessa região que exala cheiros e exibe cores que são um convite a um longo dia de caminhada sem rumo. Ali as vitrines brilham com joias de ouro enquanto barracas na rua transbordam flores e frutas e camelôs anunciam piratão dos melhores filmes de Bollywood. As casas de massagem ayurvedica ou pintura de henna se intercalam com restaurantes, templos e mesquitas. No ar, o cheiro de curry, incenso e o som alto das buzinas.

As pequenas shophouses que afloram por toda a cidade, na Little India são mais exibidas e coloridas. No Tekka Centre a noção de tempo vai pro espaço, pois as pequenas tendas têm tudo para decorar a casa: almofadas e tecidos do Nepal, artesanato de madeira da India, óleos, velas e quando vê lá se foram 40 minutos! Outro ponto bom para bater perna é o Arcade, mercadão de frutas, legumes, peixes e carnes que também aloja um imenso refeitório de comidas típicas indianas. Nada melhor para fazer hora enquanto os templos não abrem suas portas para os devotos que chegam no fim do dia com suas oferendas e rezas.

Apesar de ser um pequeno reduto barulhento, colorido e desordenado, em um aspecto ele continua igual ao resto da cidade: o clima. Você pode dar o azar de pegar um sol de rachar ou dar o azar de enfrentar um pé d’água sem aviso prévio. Ou os dois quase ao mesmo tempo.

Quem cedo madruga…

1 jul

O juiz apita. A bola rola no Maracanã! Aqui o relógio marca seis da manhã e é noite fechada lá fora. No lugar da cerveja gelada uma xícara de café sem muita emoção. Mas talvez o pão quentinho com manteiga e mel estivesse melhor do que o cachorro quente a 8 reais que vendiam no Maraca.

O dia só clareou no começo do segundo tempo. Assistimos ao jogo com o bônus do nascer do sol alaranjado da janela. Mas na hora dos gols, o grito dos dois moradores do 1610 ecoaram solitários na vizinhança. Quando o Brasil se tornou campeão, Cingapura ainda dormia…

A transmissão pela TV aberta daqui foi louvável. Sem a verborragia do Galvão, dava até para escutar a torcida cantando. E enquanto no Brasil a Globo já exibia o Fantástico, nós aqui ainda assistíamos a toda festa do nosso time em campo!

Nasce uma estrela…

25 jun

Se vocês estão aí achando que nós dois somos os únicos malucos que viemos parar aqui do outro lado do mundo, estão muito enganados! O que não faltam aqui são brasileiros! É o que mostra o programa O Mundo Segundo os Brasileiros que foi ao ar hoje na Band e que eu tive o prazer de participar!

Foi um dia inteiro falando como uma matraca debaixo de um sol escaldante que se resumiu em 8 míseros minutinhos de programa, mas quem trabalha com TV sabe bem como é. Mas toda trabalheira, zanzando pela cidade num calor de lascar, compensou a oportunidade de mostrar um pouco da minha vida aqui ao pessoal no Brasil! Foram tantas mensagens dos amigos e da família, que eu me senti mais perto de casa.

Eu aqui, com o esse fuso horário ingrato, só fui assistir ao programa com muitas horas de atraso, mas na companhia de amigos que também participaram das gravações e que toparam se reunir para tomar uma cervejinha e amenizar a vergonha coletiva!

Aí vai o link pra quem ainda não viu. Ou quer ver de novo!

E fazendo das minhas as minhas palavras de novo: “beijo galera, até a próxima! Tchau, Brasil!”

Bastidores das gravações:  Momento metalinguístico com o João!

Bastidores das gravações:
momento metalinguístico com o João

cissa.em.uluwatu

24 jun

“O pior dia de praia é melhor que o melhor dia de trabalho!”

Sem mais por hoje.

Me retiro deixando vocês com o vídeo da nossa viagem a Uluwatu com os amigos Fernanda e Gustavo, que a essa altura devem estar sonhando com as próximas férias!

Cissa.em.haze

21 jun

Tanta coisa acontecendo no Brasil, que nem tenho energia para escrever aqui no blog. Meu coração está em casa agora, mas vou continuar mandando informações da nossa situação aqui em Cinga…

Hoje o país bateu mais um recorde! O índice da qualidade do ar ultrapassou a marca de 400… Lembrando que o pior registro era de 226, em 1997.

Saí para almoçar e levei as câmeras comigo para fazer um breve registro, afinal não dá pra ficar muito tempo na rua exposta a esse ar venenoso! Taí o vídeo editado em tempo recorde também!

Desculpem passar tão rápido por aqui hoje, mas vou voltar ao facebook, meu aliado maior para saber notícias do Brasil…