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cissa.em.uluwatu

24 jun

“O pior dia de praia é melhor que o melhor dia de trabalho!”

Sem mais por hoje.

Me retiro deixando vocês com o vídeo da nossa viagem a Uluwatu com os amigos Fernanda e Gustavo, que a essa altura devem estar sonhando com as próximas férias!

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cissa.em.yangon

29 maio

Eu sei que eu ando em falta. Sei que o Chinese New Year, os highlights aqui de Cinga e outras viagens  ainda não ganharam um video para chamar de seu. Paciência. Mas, fazer o quê? Yangon mal chegou e conquistou a pole position. Não aguentei ficar com esse mateial aqui no meu HD sem fazer nada com ele. O resultado final não faz jus à viagem, mas é o máximo que eu pude fazer com a ansiedade de mostrar correndo minhas impressões da viagem, além do que já tinha escrito no post anterior.

Então, com vocês, mais um pouquinho de mim… do outro lado do mundo!

My Myanmar

27 maio

Seria no mínimo injusto começar a comparar os lugares pelos quais viajamos nos últimos meses. Não estou aqui em uma corrida em busca do meu destino preferido. Até porque o que mais me motivaria a botar o pé na estrada senão a crença de que um lugar ainda mais incrível me espera na próxima viagem?

Dito isso, me sinto mais livre para afirmar que Yangon me encantou como nenhum outro destino até agora. Já estive em cidades mais limpas, comi em melhores restaurantes e vi paisagens mais impressionantes, mas desde que começamos a viajar pela Ásia nenhuma outra cidade me deixou de queixo caído como a antiga capital do Myanmar.

A primeira impressão do lugar me pegou de surpresa. O aeroporto internacional de Yangon é mais moderno, limpo e organizado do que o de Hanoi, no Vietnam, ou o de Padang, na Indonésia, por exemplo. As filas ligeiras dos guichês de imigração quase me fizeram esquecer da epopéia que tinha sido conseguir o visto para viajar. É que a nossa jornada até Myanmar havia começado alguns dias antes com um belo chá de cadeira na embaixada aqui em Cingapura. Não bastasse a espera, fui bombardeada de perguntas por ter preenchido no formulário que era roteirista. Ainda não sei se o que pegou pro meu lado foi o fato de não trabalhar para uma empresa local ou talvez parecer uma jornalista subversiva procurando encrenca. Mas como tudo indicava que seria complicado explicar meu trabalho como freelancer, resolvi apelar para a plavrinha mágica: dona de casa. “Não trabalho aqui, sou dona de casa!”. Tiro e queda e os três funcionários que se juntaram para me interrogar resolveram enfim colaborar, não sem antes algumas risadinhas. Depois de escrever uma carta de próprio punho declarando que não trabalhava mais para uma empresa de comunicação brasileira, que era agora uma dona de casa e que me responsabilizaria integralmente pelos meus atos em Myanmar, finalmente aceitaram meu passaporte e me entregaram o visto.

Mas como eu disse, já nem me lembrava dos problemas na embaixada quando pisamos em Yangon. O caminho para o hotel também surpreendia: avenidas largas, asfalto impecável e canteiro central florido e bem cuidado. Tudo mudou, porém, quando chegamos no centro da cidade, nosso destino final. O que eu tinha lido sobre a maior cidade de Myamar era floreio perto do que eu via ali. Ruelas estreitas cobertas de lixo, prédios em péssimo estado de conservação, barracas de comida espalhadas pelas calçadas sem nenhuma higiene. Mas o lugar não assustava. Pelo contrário, era absolutamente acolhedor.

Diferente do que pode parecer, há muito o que ver em Yangon. Prédios majestosos, herança da época colonial, aguardam pacientemente por uma merecida restauração, que se vier pode transformar esse centro histórico em um dos mais belos da Ásia. Do coração da cidade emerge a Sule Paya, pagoda que atrai muitos fiés e pouquíssimos turistas. Foi lá que fomos abordados pela primeira vez por locais curiosos. Primeiro um monge, depois um jornalista recém formado, ambos orgulhosos das mudanças recentes no país e esperançosos com a promessa de uma economia mais aberta e uma imprensa mais livre. Os encontros continuaram ao longo da viagem. Conhecemos um pai de família que se auto-intitulava classe média alta e morava ao lado de um esgoto a céu aberto com vizinhos na extrema pobreza; uma jovem de dezesseis anos que com inglês impecável dividiu conosco seu sonho de se tornar correspondente da CNN; meninas tímidas que deixaram os pudores pra lá por uma foto ao lado dessa estrangeira deslumbrada; um senhor quase surdo que abriu seu sorriso desdentado ao saber que éramos brasileiros; um alegre monge que ficou espantado quando dissemos que a maioria das pessoas acreditava que no Brasil se falava espanhol, enquanto ele acertou de cara. Foram tipos muito diferentes, mas todos dividiam a mesma vontade de conversar, trocar ideia, ao invés de apenas dar tchauzinhos e tímidos sorrisos. Eles queriam falar do país deles e saber do nosso. De igual pra igual, queriam conhecer um pouquinho desses ainda raros turistas.

Pouco acostumados com o turismo, ali ainda não se instaurou a cultura da esmola, dos golpes, da venda em massa de souvenirs baratos. Tudo o que queriam da gente era um pouco do mundo “lá de fora” que eles ainda não tiveram a oportunidade de explorar por conta própria. “Vocês vêm de um país pobre, mas estão aí com a mochila nas costas conhecendo o mundo. Nós não podemos fazer isso ainda”, nos disse o pai de família e professor que nos ajudou no trem porque queria “conversar e praticar inglês”.

Encantada com tudo o que eu tinha visto e ouvido àquela altura, não imaginava que o melhor ainda estava por vir. Chegamos na Shwedagon Pagoda no fim de uma tarde especial para os budistas que comemoravam o Full Moon Day of Kason, como é chamado em Myanmar, ou Vesak, em Cingapura. Milhares de fiés circulavam pelos muitos templos que se espalham pela Shwedagon. Idosos, jovens, mongens, todos chegavam para prestar suas homenagens e entre eles, como sempre, se destacavam alguns pouquíssmos turistas. Entre fotos, vídeos e muita conversa, perdemos a noção do tempo lá dentro. E mesmo assim, foi pouco. Voltamos no dia seguinte para ver o complexo da Pagoda mais vazio e ainda mais majestoso.

Foram apenas três dias na realidade de Yangon, mas foi o suficiente para ser a viagem mais autêntica e diferente que nos dispusemos a fazer até agora. Voltei pra casa com um desejo grande de ver esse país mudar e seu povo tão amigável, sincero, quase ingênuo, ter o desenvolvimento e o futuro que merece.

Fotos...

Fotos…

...conversas...

…conversas…

...e amigos!

…e amigos!

cissa.em.kohlipe

12 abr

Há pouco mais de dois anos eu planejava minha primeira viagem à Ásia. Tinha tara em conhecer a Malásia e um namorado para encontrar em Cingapura. Fora esses dois destinos certos o resto do roteiro era uma página em branco. Passei um mês de dezembro delicioso pesquisando e planejando as férias dos meus sonhos.

Foi quando eu li as histórias de um certo “paraíso escondido” chamado Koh Lipe. Era difícil de acreditar que o turismo em massa ainda não tivesse chegado a essa pequena ilha ao sul da Tailândia. Não muito longe da costa e de fácil acesso, não poderia ser um segredo assim tão bem guardado. Mas me encantei pelas fotos e pelos poucos relatos que li sobre o lugar e assim ele ganhou um espacinho no nosso roteiro.

Como eu imaginava o tal paraíso já tinha caído no gosto dos europeus e a ilha estava longe de ser um segredo guardado a sete chaves. Mas nem de perto se comparava a Phuket ou Phi Phi, essas sim engolidas pelo turismo. Koh Lipe podia não estar mais escondida, mas era mesmo o paraíso. Uma ilhotinha com apenas três praias, sem carros nem asfalto. A rua principal, de terra, dava acesso ao interior da ilha e abrigava alguns restaurantes simples. Na beira do mar, apenas um ou outro barzinho para a turistada apreciar o por do sol e uma Singha bem gelada. Mas o mais incrível de tudo era a cor e a textura da areia. Tão branca, tão fininha que parecia leite em pó. Um montão de leite em pó indo de encontro ao mar azul turquesa. É… estávamos no paraíso.

Fomos embora a contragosto acreditando que a despedida era pra sempre. Mas lá foi a nossa vida dar uma reviravolta daquelas e nos mandar pro outro lado do mundo de novo. Mesmo com uma lista enooorme de novos destinos de viagem, não esquecemos nossa linda Koh Lipe e na primeira oportunidade nos mandamos de volta pra lá.

Um vôo, uma lancha, um longtail boat e duas imigrações depois (nosso vôo era para a Malásia), chegamos! Mas assim que pulei do barco, o choque. Lá se foi a areia leite em pó. Um péssimo prenúncio das muitas mudanças que a ilha sofreu ao longo dos últimos dois anos. Na beira do mar, os bangalôs de um resort chique tomavam o espaço da areia. Mais pra frente, outro resort, e outro, e mais outro. A rua de terra foi asfaltada e invadida pelas motos. Atrás de cada casinha e cada restaurante, lixo.

O coração ficou apertado de saudade do nosso pequeno paraíso, agora sim escondidinho na nossa memória. Por sorte ficamos hospedados em um canto da Sunrise Beach que ainda guardava a antiga tranquilidade da ilha. A verdade é que o lugar ainda encanta, e muito. O por do sol não mudou nada, o mar continua quentinho e a Singha, gelada.  Os peixes coloridos não foram embora e o fried rice ficou ainda mais gostoso. Os tailandeses, a mesma simpatia de sempre. E o precinho, sem comentários!

Agora saio à procura da minha areia de leite em pó. Quando descobrir onde ela foi parar conto pra vocês. Ou não. Talvez seja melhor guardar segredo…

cissa.em.padang – parte II

9 abr

Aos céticos de plantão, aí vai o segundo vídeo em menos de 24h! Há!

Mas não se acostumem muito, não, pois os próximos ainda vão demorar um cadinho. Mas prometo que valerá a pena esperar: teremos os devotos flagelados da procissão hindú do Thaipusam e uma chinatown fervilhando às vésperas do Ano Novo Chinês. Mas não hoje. E nem amanhã. Com muita sorte semana que vem! Mas prometo novos textos enquanto os vídeos não ficam prontos…

Agora deixo vocês com mais um pouquinho de mim – do outro lado do mundo. Um videozinho da nossa estadia no lago Maninjau durante a viagem a Padang, na Indonesia. Se você leu e já esqueceu, aqui tá o post!

Ah, aquela coisa: fase de teste, bla bla bla…

cissa.em.padang

8 abr

Pronto!

Demorei, demorei e aí demorei mais um pouco. E então, finalmente, hoje posto o primeiro vídeo do blog. Vamos fingir que foi tudo planejado para esse post entrar especialmente hoje em homenagem ao nosso aniversário de quatro meses de Cingapura! Combinado?

Tenho muitas desculpas para dar pela demora, a começar pela Revolução das Máquinas que ocorreu aqui em casa. Câmeras, computador, celular e televisão, todos dando pau ao mesmo tempo. Experimente isso na sua casa e estará a um passo da loucura, meu amigo! Acredite! Eu estava lá e não foi bonito, não.

Superado o trauma, aí está o fruto das primeiras brincadeiras. Ainda é humilde, curtinho e em fase experimental. Força no “experimental”, viu?! E no “humilde”. E no “curtinho” também, afinal o vídeo tem só dois minutinhos! Mas foi feito de coração para resumir um pouquinho de mim – aqui do outro lado do mundo – quando estive em Padang em pleno carnaval. (Não lembra? Pode reler aqui!).

Já aviso logo que o vídeo tem continuação! E que, se as máquinas colaborarem, não vai demorar mais quatro meses pra aparecer…

(ps: como não amar o tiozinho que passa dançando pela feira?!)