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O tempo passa e os nossos passatempos

31 jul

Fim de semana vem, fim de semana vai e aos poucos os programas turísticos e as novidades vão ficando escassos. E quem vem lá? A rotina! Sim, ela também chega aqui do outro lado do mundo! E não é pra menos, em poucos dias completamos nosso oitavo mês longe do Brasil.

O lado bom disso é que agora nós podemos ter o gostinho de vida normal e junto com ela vem um monte de coisa gostosa que curtimos fazer juntos. Como contei no outro post, finalmente tivemos tempo de esticar nosso slack line no East Coast Park. Também já demos umas boas voltas de bicicleta pela cidade e muitas outras de skate, nosso mais novo hobby. Como moramos na beirinha do rio, fica fácil seguir seu curso e chegar lá na Marina Bay, um dos lugares mais bonitos daqui, principalmente no por do sol.

A tal rotina também nos permite agora curtir nossa casa sem a culpa do “tem tanto pra conhecer lá fora e eu aqui dentro”. Com o passar das semanas, corremos atrás de botar nossos filmes em dia (já tivemos exibição de desde o excelente documentário Searching for Sugarmen até o super-bocó Se Beber Não Case 2). E nada de cinema, aqui é sofá da sala e colo do namorado. Também nada de pipoca, aqui só dá brigadeiro direto da panela.

Nossa rotina também inclui um dos programas preferidos dos cingapurianos: comer, comer, comer! Mas sobre isso eu falo no próximo post! Por enquanto, deixo vocês com um vídeo curtinho e improvisado que fiz mais pra testar minhas novas bugigangas asiáticas do que pra mostrar a cidade. Mas vocês vão ver como dois skates de plástico da lojinha de conveniência, uma GoPro e um tripé fazem uma tarde de domingo ser tão divertida!

Ah, como tem muita gente tem me perguntado sobre as trilhas dos vídeos, vou passar a dizer sempre qual é a música (silvioooooo) pra quem gostar poder ouvir em casa! O vídeo (dá pra chamar isso de vídeo, gente?!) de hoje é embalado por Alabama Shakes – Hang Loose! Recomendo baixar, digo comprar, o CD que é todo muito bom! Divirtam-se!

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cissa.em.cima do slack

9 jul

Poucas semanas antes de empacotar tudo e me mandar pro outro lado do mundo, minha amiga Carol, sempre um exemplo no assunto esporte e saúde, me convidou a fazer aulas de slack line com ela no aterro do Flamengo.  Tomei gosto pela coisa e consegui ter algumas horinhas de paz e equilíbrio no meio da confusão que estava a minha vida naqueles dias. Foram poucas as aulas e pouquíssima as manobras de fato aprendidas, mas se não me transformou em nenhuma malabarista serviu para o namorado se animar em comprar a nossa própria fita e trazê-la conosco pra Cingapura.

Os meses passaram e ela ficou lá, quase esquecida, no canto do nosso bomb shelter (que na falta de bombas virou o quarto da bagunça mesmo). Quase, mas não totalmente. A ideia de desenrolá-la por aqui sempre esteve presente, mas em um lugar cheio de regras e proibições batia um certo medo de sair amarrando nosso slack em qualquer árvore.

Em uma ida ao East Coast Park para andar de skate nos deparamos não com uma, mas duas slacks presas às árvores sem nenhum problema. Pronto!, acabaram-se as desculpas e pudemos, enfim, voltar a praticar. Estamos bastante enferrujados e o video a seguir, cheio de firulas de edição pra disfarçar, é a prova de que manobras e piruetas vão ficar pra depois! Mas vale o registro divertido do nosso dia tão lúdico, até que a chuva, sempre ela, nos fez recolher tudo e voltar pra casa…

cissa.em.little india

2 jul

Apesar da eficiência e da ordem cairem muitíssimo bem na minha rotina por aqui (jamais vou reclamar disso…), é ótimo saber que a poucas estações de metrô – ou a uma bela caminhada para os dias de maior disposição – se encontram pequenos redutos de autenticidade e tradição capaz de quebrar qualquer possível monotonia das áreas, digamos, mais modernizadas.

O vídeo de hoje traz justamente um desses lugares: a Little India. Como o nome mesmo sugere esse é o bairro que reúne a comunidade tamil, terceiro maior grupo étnico de Cingapura. Apesar de hoje em dia eles viverem espalhados pela cidade, o comércio e os principais templos seguem concentrados nessa região que exala cheiros e exibe cores que são um convite a um longo dia de caminhada sem rumo. Ali as vitrines brilham com joias de ouro enquanto barracas na rua transbordam flores e frutas e camelôs anunciam piratão dos melhores filmes de Bollywood. As casas de massagem ayurvedica ou pintura de henna se intercalam com restaurantes, templos e mesquitas. No ar, o cheiro de curry, incenso e o som alto das buzinas.

As pequenas shophouses que afloram por toda a cidade, na Little India são mais exibidas e coloridas. No Tekka Centre a noção de tempo vai pro espaço, pois as pequenas tendas têm tudo para decorar a casa: almofadas e tecidos do Nepal, artesanato de madeira da India, óleos, velas e quando vê lá se foram 40 minutos! Outro ponto bom para bater perna é o Arcade, mercadão de frutas, legumes, peixes e carnes que também aloja um imenso refeitório de comidas típicas indianas. Nada melhor para fazer hora enquanto os templos não abrem suas portas para os devotos que chegam no fim do dia com suas oferendas e rezas.

Apesar de ser um pequeno reduto barulhento, colorido e desordenado, em um aspecto ele continua igual ao resto da cidade: o clima. Você pode dar o azar de pegar um sol de rachar ou dar o azar de enfrentar um pé d’água sem aviso prévio. Ou os dois quase ao mesmo tempo.

cissa.em.uluwatu

24 jun

“O pior dia de praia é melhor que o melhor dia de trabalho!”

Sem mais por hoje.

Me retiro deixando vocês com o vídeo da nossa viagem a Uluwatu com os amigos Fernanda e Gustavo, que a essa altura devem estar sonhando com as próximas férias!

Cissa.em.haze

21 jun

Tanta coisa acontecendo no Brasil, que nem tenho energia para escrever aqui no blog. Meu coração está em casa agora, mas vou continuar mandando informações da nossa situação aqui em Cinga…

Hoje o país bateu mais um recorde! O índice da qualidade do ar ultrapassou a marca de 400… Lembrando que o pior registro era de 226, em 1997.

Saí para almoçar e levei as câmeras comigo para fazer um breve registro, afinal não dá pra ficar muito tempo na rua exposta a esse ar venenoso! Taí o vídeo editado em tempo recorde também!

Desculpem passar tão rápido por aqui hoje, mas vou voltar ao facebook, meu aliado maior para saber notícias do Brasil…

cissa.em.chinatown

7 jun

Não ligo pra cronologia. Muito pelo contrário. Adoro filmes que começam pelo fim, de preferência com a morte do mocinho. E antes de iniciar um novo um livro leio sempre último parágrafo. Então, não vai ser aqui no meu blog que vou me preocupar com a ordem dos acontecimentos, certo?

O vídeo de hoje retrata uma noite que aconteceu há muito tempo numa galáxia distante. Havíamos chegado há poucas semanas em Cingapura e bater perna pela Chinatown ainda era uma novidade. Mas de fato essa noite foi diferente e não vimos mais o lugar tão cheio e animado desde então, já que estávamos na véspera do Ano Novo Chinês. E, pra nossa sorte, o maior feriado daqui coincidiu justamente como o nosso primeiro carnaval longe do Rio, lembram? Contei tudo isso aqui.

Como promessa e dívida, finalmente arrumei um tempo para editar o material das gravações daquela noite. Reparem: verão bombando, todo mundo suado, aquela falta de glamour de sempre! E pra quem anda reclamando que os vídeos estão muito curtos (viu, Marcinha? viu, mãe?), adivinhem só?! Pois é, continuam curtinhos, curtinhos…

 

cissa.em.yangon

29 maio

Eu sei que eu ando em falta. Sei que o Chinese New Year, os highlights aqui de Cinga e outras viagens  ainda não ganharam um video para chamar de seu. Paciência. Mas, fazer o quê? Yangon mal chegou e conquistou a pole position. Não aguentei ficar com esse mateial aqui no meu HD sem fazer nada com ele. O resultado final não faz jus à viagem, mas é o máximo que eu pude fazer com a ansiedade de mostrar correndo minhas impressões da viagem, além do que já tinha escrito no post anterior.

Então, com vocês, mais um pouquinho de mim… do outro lado do mundo!

Cissa.em.cinga no Thaipusam

27 abr

Umas das coisa mais incríveis que eu já tive o prazer de presenciar nesses mais de quatro meses de Ásia foi a comemoração do Thaipusam. Não vou me aprofundar no assunto, pois já contei como foi – em detalhes – nesse post aqui. Então, voltem lá para relembrar que vale a pena. Não porque fui eu quem escreveu, mas porque vale a pena entender um pouco desse festival tão especial para os hindus.

Isso foi em janeiro desse ano e lá se vão tantos meses. Mas o vídeo finalmente saiu. Foram meses conturbados, então me dêem um descontinho, vai…

Ano que vem, pretendemos acompanhar o Thaipusam em Batu Caves, na Malásia, onde ocorre o maior festival do mundo. A ver…

Cissa.em.cinga, finalmente!

25 abr

Ei, hoje é dia de vídeo!

Sei que vai ter gente feliz aí do outro lado… Eita, povo exigente, viu? Foi só eu postar os outros seguidinhos que ficou todo mundo mal acostumado!

Aviso logo que esse é curtiiiiiiiinho, curtinho, mas muito especial, pois mostra finalmente um pouco de Cingapura pra vocês! E ainda melhor, mostra justamente um pedaço da cidade que a gente adora!

Descendo o rio, um cadinho depois de onde a gente fincou a nossa bandeira e chamou de lar, passamos pelos mais famosos cartões postais da cidade. É uma antiga área comercial à margem do rio que foi revitalizada ao longo dos anos 80 e 90 e se transformou de tal maneira que hoje exibe um skyline impressionante, recortado pelos arranha-céus do centro financeiro, o famoso hotel Marina Bay Sands, as estufas e árvores gigantes do Gardens by the Bay e ele, o Merlion, símbolo da cidade, metade leão, metade peixe. Contrastando com o visual futurista, autênticas shophouses do século 19 abrigam os bares do Boat Quay e um dos happy hours mais animados de Cingapura.

Mas o melhor de tudo isso é que é uma área planejada para ser espaçosa, ampla e verde (por incrível que pareça) e que da passagem para uma brisa gostosa que eu aposto que só tem lá.

Então, vamos dar um rolé? É só dar play!

(Ah, e antes que vocês digam “ei, que barra lateral preta é essa aí no vídeo?”, eu já digo logo “barra lateral? Não tô vendo na-da. Estão todos loucos.”)

cissa.em.kohlipe

12 abr

Há pouco mais de dois anos eu planejava minha primeira viagem à Ásia. Tinha tara em conhecer a Malásia e um namorado para encontrar em Cingapura. Fora esses dois destinos certos o resto do roteiro era uma página em branco. Passei um mês de dezembro delicioso pesquisando e planejando as férias dos meus sonhos.

Foi quando eu li as histórias de um certo “paraíso escondido” chamado Koh Lipe. Era difícil de acreditar que o turismo em massa ainda não tivesse chegado a essa pequena ilha ao sul da Tailândia. Não muito longe da costa e de fácil acesso, não poderia ser um segredo assim tão bem guardado. Mas me encantei pelas fotos e pelos poucos relatos que li sobre o lugar e assim ele ganhou um espacinho no nosso roteiro.

Como eu imaginava o tal paraíso já tinha caído no gosto dos europeus e a ilha estava longe de ser um segredo guardado a sete chaves. Mas nem de perto se comparava a Phuket ou Phi Phi, essas sim engolidas pelo turismo. Koh Lipe podia não estar mais escondida, mas era mesmo o paraíso. Uma ilhotinha com apenas três praias, sem carros nem asfalto. A rua principal, de terra, dava acesso ao interior da ilha e abrigava alguns restaurantes simples. Na beira do mar, apenas um ou outro barzinho para a turistada apreciar o por do sol e uma Singha bem gelada. Mas o mais incrível de tudo era a cor e a textura da areia. Tão branca, tão fininha que parecia leite em pó. Um montão de leite em pó indo de encontro ao mar azul turquesa. É… estávamos no paraíso.

Fomos embora a contragosto acreditando que a despedida era pra sempre. Mas lá foi a nossa vida dar uma reviravolta daquelas e nos mandar pro outro lado do mundo de novo. Mesmo com uma lista enooorme de novos destinos de viagem, não esquecemos nossa linda Koh Lipe e na primeira oportunidade nos mandamos de volta pra lá.

Um vôo, uma lancha, um longtail boat e duas imigrações depois (nosso vôo era para a Malásia), chegamos! Mas assim que pulei do barco, o choque. Lá se foi a areia leite em pó. Um péssimo prenúncio das muitas mudanças que a ilha sofreu ao longo dos últimos dois anos. Na beira do mar, os bangalôs de um resort chique tomavam o espaço da areia. Mais pra frente, outro resort, e outro, e mais outro. A rua de terra foi asfaltada e invadida pelas motos. Atrás de cada casinha e cada restaurante, lixo.

O coração ficou apertado de saudade do nosso pequeno paraíso, agora sim escondidinho na nossa memória. Por sorte ficamos hospedados em um canto da Sunrise Beach que ainda guardava a antiga tranquilidade da ilha. A verdade é que o lugar ainda encanta, e muito. O por do sol não mudou nada, o mar continua quentinho e a Singha, gelada.  Os peixes coloridos não foram embora e o fried rice ficou ainda mais gostoso. Os tailandeses, a mesma simpatia de sempre. E o precinho, sem comentários!

Agora saio à procura da minha areia de leite em pó. Quando descobrir onde ela foi parar conto pra vocês. Ou não. Talvez seja melhor guardar segredo…